Saiba o que pode fazer para prevenir ou reduzir a celulite.

celulite afeta hoje em dia certa de 80 a 90% das mulheres pós- puberdade. É um “pesadelo” estético e afeta a qualidade de vida das pessoas a nível psicológico, uma vez que afeta a aparência física e autoestima. 

O Fibro edema gelóide mais conhecido por celulite é caracterizado pela existência de camadas de gordura a nível subcutâneo, armazenadas e acumuladas nos adipócitos (células que armazenam e destroem a gordura), a nível exterior tem uma aparência de “casca de laranja” devido às protuberâncias existentes na pele, esta pode aparecer predominantemente em várias zonas como coxas, nádegas e abdómen.

Este fenómeno pode ter várias causas das quais se destacam predisposição genética, alterações hormonais, tecido conjuntivo fraco, má circulação, oscilações de peso, estilo de vida sedentário, stress, idade (a pele perde elasticidade), gravidez e o uso de contracetivos. 

Sem dúvida que a prevalência deste problema se reflete mais nas mulheres, devido à hormona predominante entre géneros: as mulheres têm mais quantidade de estrogénio e os homens por sua vez têm mais quantidade de testosterona. Há raros casos em que os homens também têm celulite dos quais podem ser problemas hormonais e doenças como cancro na próstata.

Tipos de celulite 

Existem 4 graus para classificar a incidência de celulite no nosso corpo: 

0 – Não se observa nenhuma incidência de celulite de pé, deitado ou em contração muscular voluntária. 

I – Nenhuma, ou presença de celulite mínima baseada na observação: em repouso ou na contração muscular voluntária. 

II – Irregularidades na topografia da pele. Verifica-se alguma celulite aquando da contração muscular voluntária. 

III – Aparecimento da clássica “casca de laranja” em repouso. Presença de nódulos subcutâneos. 

IV – Além das características anteriores, são encontrados nódulos muito evidentes e severos, bem como depressões.

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Tratamento 

Existe uma série de tratamentos que envolvem diferentes áreas de atuação. Estes englobam desde técnicas não invasivas (produtos cosméticos, dietas com ou sem suplementos nutricionais e massagens), até técnicas invasivas, como lipoaspiração. Sabe-se que os melhores resultados são encontrados quando os tratamentos são integrados e é fundamental afirmar que podem levar meses até que se verifiquem os efeitos desejados a partir de um determinado tratamento. 

Suplementos: um dos suplementos mais usados é o CLA (acido linoleíco conjugado) que promove a degradação de gordura. o seu mecanismo de ação está relacionado com um maior gasto energético através do aumento da lipólise e oxidação de gorduras. O CLA inibe, ainda, uma enzima denominada lipoproteína lípase que é responsável por armazenar gordura nas células gordas, fazendo com que a gordura seja reencaminhada para as células musculares.

Cremes: subtónicas lipoativas que atuam diretamente sobre as células adiposas para eliminar a celulite localizada. Usualmente utilizados para casos menos graves de celulite e para manutenção de outros tratamentos. Os principais agentes destes produtos são cafeína, retinol ou extratos vegetais como a gingo biloba. A ação destes agentes parece promover a lipólise do tecido adiposo por estimulação da microcirculação de modo a facilitar a drenagem linfática e consequentemente reduzir o edema.

Massagens: a mais comum é a drenagem linfática que aumenta a circulação, diminui o inchaço e em casos de um grau de celulite menor existe uma ligeira melhora, apesar de não existirem estudos que sustentem a efetividade desta massagem na celulite.

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Tratamentos estéticos não evasivos: 

Luz pulsada intensa (LIP), é uma tecnologia que emite luz com diferentes comprimentos de ondas, atingindo, assim, vários tipos de alvo como a melanina, os vasos sanguíneos e o colagéneo. A luz emitida gera calor o que promove a metabolização do colagéneo. 

Radiofrequência ou Velasmooth: este tratamento usa uma onda eletromagnética que gera calor por conversão ao ser absorvida pelos tecidos, aumentando a circulação, promovendo a lipólise, oxigenação, acelera a eliminação de catabolitos, aumenta a produção de colagéneo e aumenta também a queima de gordura. Este tratamento é um dos mais usados e com taxas de satisfação maiores. 

Ondas de choque: Este tratamento começou por ser usado noutras áreas medicas e mais tarde na estética. São ondas longitudinais acústicas que geram energia, promovendo assim uma maior elasticidade na pele e revitalização dérmica, que consequentemente leva a um melhor aspeto exterior. 

Tratamentos estéticos evasivos: neste grupo existem vários tratamentos estéticos em que o uso dos mesmos é realizado em casos de celulite mais acentuados. 

Um dos mais comuns é a mesoterapia que pressupõe uma injeção medicamentosa nas zonas alvo que vão ao longo do tempo, melhorando a circulação, fazendo a metabolização de gorduras e produção de colagéneo. No entanto, existem outros métodos mais evasivos como a lipoaspiração e liposucção mas são métodos e cirurgia plástica, recomendados a casos mais extremos.

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Prevenção 

Toda a bibliografia sugere que uma dieta equilibrada com consumos de hidratos de carbono quanto bastem, redução de sal e açúcares, hidratação diária de 2 litros de água por dia e reduzir o consumo de bebidas gaseificadas e álcool, mais exercício físico consistente são bons aliados na prevenção desta patologia. 

Conclusão 

Vários estudos sugerem que não há um tratamento milagroso para este problema, há vários tratamentos passando por exercício físico e suplementação mais a drenagem linfática terão uma taxa de sucesso maior do que apenas um tratamento só. Ainda há poucas bases cientificas que sustentem qual dos tratamentos será o mais eficaz, portanto a recomendação será sempre primeiro uma dieta regrada, exercício físico e o tratamento que achar mais benéfico para si. 

Referências Bibliográficas: 

Adams, R. et alii. (2006). Conjugated Linoleic Acid Supplementation Does Not Reduce Visceral Adipose Tissue in Middle-Aged Men Engaged in a Resistance-Training Program, Journal of the International Society of Sports Nutrition, Volume 3(2), dezembro, pp. 28-36. 

Barel, A. O. (2009). Anticellulite Products and Treatments. Em Handbook of Cosmetic Science and Technology (3rd ed., pp. 605–623). Healthcare. 

Celulite: artigo de revisão: João Paulo Junqueira M Afonso, Thaís Cardoso de Mello Tucunduva, Maria Valéria Bussamara Pinheiro, Ediléia Bagatin, Surgical & Cosmetic Dermatology 2010. 

Elli Watari et. al (2018). Tratamento Fisioterapêutico para o Fibro Edema Gelóide 

Loffeu G. et. al (2015). Atuação da Radiofrequência na gordura localizada no abdomen: revisão de literatura.Revista da Universidade Vale do Rio Verde, Três Corações, v. 13, n. 1, p. 571-581, 2015 

G.Luebberding, S.;Krueger, N.eSadick, N. S. (2015). Cellulite: an evidence-based review. Am J Clin Dermatol, 16, pp. 243-56. 

Misbah Khan, et al. Cellulite. Anatomy, etiology treatment indications, pp.99-105, Book of Body Shapping Skin. Fat. Cellulite (2014) 

Ana Campos

Personal Trainer Holmes Place Palácio Sotto Mayor 

Publicado em Fitness and tagged celulite, dieta.

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