Para a Hyundai, o Ioniq é assim uma espécie de ‘3 em 1’, podendo ser adquirido na variante ‘hybrid’, ‘plug-in hybrid’ como é o caso desta, ou até em versão 100% elétrica.

Longe de ser um carro esteticamente atraente, é um automóvel que brinda os seus ocupantes com um generoso espaço habitável e com uma muito robusta qualidade de construção. Beneficiando de uma escolha acertada de materiais em tons predominantemente escuros, aqui e acolá interrompidos por detalhes em azul ‘elétrico’, apresenta uma solidez de montagem que fica patente na ausência de ruídos parasitas no seu interior. Mas, se na habitabilidade convence, na bagageira desilude, pois em virtude da presença das baterias extra, perde quase 100 litros face ao irmão ‘hybrid’, apresentando uns discretos 341 litros.

Área onde estes produtos coreanos brilham é, para além de uma garantia de 5 anos, na dotação de equipamento! A bordo deste Ioniq PHEV, encontramos, bancos aquecidos e ventilados, com regulações elétricas e memórias, volante aquecido, manutenção automática de faixa, cruise control adaptativo, comandos por voz, Bluetooth com audio streaming, entre outros.

O generoso ecrã central táctil é extremamente intuitivo e de fácil utilização, concentrando a grande maioria de funções do automóvel, bem como controlo do fluxo de energia/carga da bateria, consumos, interligando o sistema de navegação com a sempre útil informação sobre postos de carregamento mais próximos.

O conforto de rolamento é notório desde os primeiros instantes, quer em virtude de uma afinação macia de suspensão, quer pela presença de umas pequenas jantes de 16 polegadas equipadas com pneus de baixo atrito 205/55, culminando no bom isolamento do ruído do motor de combustão, brindando o interior com uma boa insonorização.

Debaixo do capot deste Ioniq, encontramos uma conjugação entre um 1.6 GDI de ciclo Atkinson com 105cv e um motor elétrico de 61cv, resultando numa potência máxima combinada de 141cv. A transmissão às rodas dianteiras fica entregue a uma caixa automática de dupla embraiagem de 6 velocidades, que se destaca mais pela suavidade do que propriamente pela rapidez de funcionamento.

Segundo a marca, com a bateria de 9Kw a 100% de carga, será possível cumprir cerca de 63km em modo completamente elétrico. De números ‘optimistas’ à realidade, todos nós sabemos que vai uma grande distância… Mas se eu vos disser que, sem grandes preocupações e de uma forma completamente descontraída, logrei percorrer 46km até que o 1.6 se fizesse ouvir pela primeira vez, fico com a clara sensação de que, com algum cuidado, teria sido possível ultrapassar a marca dos 50kms em modo 100% elétrico!

Com apenas 61cv provenientes do motor elétrico, não podemos esperar acelerações ‘Tesla-like’ ou consumos milagrosos sempre que circulamos acima dos 100km/h (possível em modo elétrico). Ainda assim, e numa óptica mais urbana, mesmo com 4 pessoas a bordo, o IONIQ PHEV, fica longe de empatar o trânsito. Sempre que requisitamos os préstimos dos 141cv e damos vida ao 1.6GDi, confesso que o andamento ficou aquém das minhas expectativas, sendo claramente inferior aos seus concorrentes japoneses, Toyota/Lexus com motorização 1.8 e potência combinada de 136cv.

Mas enquanto que um Auris HSD, com caixa CVT, dispara para altas rotações sempre que esmagamos o acelerador, o Ioniq, pelo facto de contar com uma caixa de 6 velocidades de dupla embraiagem, sente-se como menos ‘histérico’ e a progressão é mais em linha com a rotação exibida pelo 4 cilindros.

Uma velocidade máxima inferior a 180km/h e uma aceleração dos 0-100 cumprida em 10.6s, não serão certamente os argumentos que moverão o comprador deste Ioniq PHEV. O seu proprietário dará com toda a certeza mais importância à facilidade com que se obtêm consumos de 2.0 ou 2.5l/100km (partindo do princípio que consegue a carregar a bateria ao cabo de cada 100kms percorridos).

Obviamente, e para quem percorra apenas 30 ou 40kms diários, o consumo médio não fugirá muito de 0.0l/100!

Uma vez esgotada a carga de bateria, e se insitirmos em rodar apenas a ‘combustão’, o comportamento deste Ioniq em nada difere de outro veículo híbrido, permitindo que o motor elétrico se mantenha em funções, ajudando o 1.6 a ser o mais eficiente possível, não fugindo o consumo ‘global’ de valores em torno dos 5.0l/100.

Mais do que um 100% EV, a solução apresentada por um conceito ‘plug-in’ hybrid, é para mim a mais sensata, sobretudo para quem necessite de um ‘tudo em um’, sem incorrer em quaisquer limitações nas suas deslocações, ou constrangimentos pela ausência de um carregador mais ou menos próximo.

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