Estamos em pleno inverno e os dias frios são ´perfeitos´ para que os vírus se propaguem, por isso informemo-nos sobre eles…

Os vírus e outros agentes patogénicos evoluem connosco, num processo de adaptação mútuo. Quanto mais tempo permanecem no hospedeiro, maior o equilíbrio.

É claro que ´Vírus inteligentes´ é uma força de expressão, mas hoje podemos estar perante vírus evoluídos e até mais benevolentes com o ´seu´ hospedeiro.

Como assim?!

Tem a sua lógica! Um vírus que mate o hospedeiro tem ainda um longo caminho a percorrer para melhorar a sua estratégia de sobrevivência. O ideal será infetar muitos hospedeiros sem os eliminar. E atualmente, parece ser mesmo o que acontece, curiosamente mais com as mulheres do que com os homens.

Um estudo publicado na revista científica Nature Communications afirma que este processo de adaptação pode ser ainda mais seletivo do que se supunha, sendo mais agressivo com o sexo masculino.

A explicação deve-se ao facto das mulheres poderem transmitir os agentes infeciosos aos filhos, durante a gravidez e a amamentação, e são por isso hospedeiros mais valiosos.

Durante este estudo, os investigadores analisaram dados relativos ao agente HTLV-1, que pode evoluir para leucemia. E isto acontece com maior frequência nos homens japoneses do que nas mulheres. Já quando o estudo incidiu na população caribenha, a agressividade foi equivalente para ambos os sexos. O que pode ser justificado pelo facto de as mães japonesas amamentarem durante mais tempo do que as caribenhas, logo a pressão seletiva a favor das mulheres é mais forte no oriente.

Da lista de agentes infeciosos mais agressivos com o género masculino fazem parte o vírus do Papiloma Humano, HPV, a bactéria da tuberculose e ainda o vírus da Epstein-Barr em que os homens infectados estão duas vezes mais sujeitos a desenvolver linfoma de Hodgkin.

No caso da gripe, o estudo não evidencia a seletividade. Mas outro, publicado na Nature, ecologic evolution diz-nos que o vírus da gripe sofre uma rápida evolução antigénica. E a análise de um conjunto de sequências de dados do vírus da gripe, que teve em conta a idade do hospedeiro como um substituto do fator imunológico, não mostrou evidência da seleção imunológica que conduza à evolução antigênica nos humanos infetados.

Assim sendo, o melhor é agasalharem-lhe que o tempo não está de feição.

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